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Blockchain: além das criptomoedas

1 de setembro de 2017

Todo mundo sabe que o blockchain é o grande responsável pelo sucesso do bitcoin, a moeda digital que, da desconfiança característica da tecnologia, virou a grande aposta dos mercados para quem quer lucrar. O sistema descentralizado em que todos os usuários controlam as emissões e transações da moeda, excluindo a necessidade de um órgão ou entidade responsável, possui um nível de segurança tão avançado que os atuais sistemas utilizados pelos bancos parecem medievais quando comparados ao que o blockchain pode proporcionar.

E é por isso que o próprio sistema financeiro está incorporando o blockchain aos seus negócios. Alguns bancos europeus, como o espanhol Santander e o italiano UniCredit, já estão usando o blockchain para transferir recursos entre países, diminuindo o tempo de transação de 3 dias para apenas 15 minutos. No Brasil, onde os boletos são responsáveis por uma expressiva quantidade de transações financeiras, o blockchain vai eliminar fraudes e reduzir o tempo de compensação, que hoje pode chegar a três dias úteis, para alguns minutos ou menos.

Mas o uso do blockchain vai além. Por essência, essa é uma tecnologia de contabilidade/registro onde as informações são compartilhadas por todos que fazem parte da rede e  precisam validar a transação através de um sistema por criptografado, ou seja, muito seguro. Essa é uma das razões pelas quais o blockchain  tem sido cada vez mais aplicado em outros segmentos.

O mais óbvio é o armazenamento em nuvem de dados. O blockchain descentraliza a guarda, tornando os dados menos vulneráveis do que se eles estiverem em um único servidor.

Um dos projetos mais interessantes que existem atualmente de uso da tecnologia para armazenamento é a Biblioteca Descentralizada de Alexandria. Criada a partir de um amálgama de dois blockchains (Bitcoin e Florincoin), uma tabela hash distribuída (DHT), e o DHT Inter-Planetary-File-System (IPFS), ela permite a criação e comercialização de conteúdo original de artistas. O índice da biblioteca é armazenado no blockchain Florincoin e a distribuição de conteúdo feita pelo IPFS. Os pagamentos das compras realizadas entre consumidores e produtores são feitas por meio de bitcoin.

Outra aplicação do blockchain é na realização de eleições online, onde a possibilidade de fraudes é totalmente eliminada já que o próprio eleitor poderá auditar a transmissão do seu voto. Na Dinamarca, a Aliança Liberal foi a primeira instituição do mundo a adotar o blockchain de voto, em 2014.

Com o blockchain também é  possível criar contratos inteligentes (em que o sistema o executa automaticamente quando entender que os pontos definidos pelas partes foram cumpridos), assim como rastrear todo o histórico de um produto, garantindo sua origem e certificação. O Walmart está testando na China o uso da tecnologia para rastrear todas as carnes de porco produzidas, garantindo que elas  sejam armazenadas na temperatura correta e estejam dentro do prazo de validade.

Blockchain será o tema do workshop liderado por pesquisadores da IBM Research  durante a Conferência Web.Br 2017.  O encontro trará atividades práticas para que os participantes  entendam os conceitos básicos da tecnologia e possam desenvolver aplicações à partir dela.

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