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Qual a diferença entre Internet das Coisas e Web das Coisas?

12 de agosto de 2016

Esse ano o tema central da maior Conferência sobre Web no Brasil será Web das Coisas. Para jogar luz sobre esse conceito teremos como um dos keynote speakers Dave Raggett, um dos pioneiros da Web, que desenvolve padrões desde o início dos anos noventa. Além de lançar os trabalhos de padronização em HTML, HTTP e muitas outras tecnologias da Web, Dave lidera o grupo de Web das Coisas no W3C. Mas você sabe qual é a diferença entre Web das Coisas e Internet das Coisas? A proposta desse texto é justamente esclarecer essa distinção e refletir sobre esse novo estágio de evolução do IoT.

Há duas décadas atrás, um mundo onde os objetos do cotidiano podiam “sentir” o ambiente por meio de sensores e, então, analisar, armazenar ou trocar informações existiam apenas em livros de ficção científica. Hoje, tais cenários são cada vez mais realidade, graças ao avanço de dispositivos embarcados que trouxeram ao mundo uma nova classe de objetos chamados ‘objetos inteligentes’. Esses dispositivos são objetos físicos que digitalmente são ampliados com um ou mais dos seguintes procedimentos:

    – Sensores (temperatura, movimento, luz etc)
    – Atuadores (motores, displays, sons etc)
    – computação (podem executar programas e lógica)
    – Interfaces de comunicação (com ou sem fio).

Objetos inteligentes estendem o mundo em que vivemos, permitindo toda uma nova gama de aplicações. Ser capaz de colocar um monte de computadores poderosos, pequenos e baratos em todos os lugares ao nosso redor faz com que seja possível monitorar e interagir com o mundo físico com uma resolução espacial e temporal muito mais precisa do que nunca. A Internet das Coisas é uma rede de coisas, que é algo que pode ser ligado de alguma forma à Internet. De uma caixa de laranjas com uma tag RFID, para uma cidade inteligente, e cada objeto no meio, todas esses objetos aumentados digitalmente compõem a Internet das coisas.

Infelizmente, a construção de um único ecossistema global de objetos que se comunicam uns com os outros sem problemas é praticamente impossível hoje. Não há protocolo de aplicação único e universal para a Internet das coisas que podem trabalhar por meio de muitas interfaces de rede disponíveis. De acordo com Dominique Guinard, pesquisador e co-founder of EVRYTHNG,  “A Internet das Coisas de hoje é essencialmente uma coleção de intranets isoladas de objetos que realmente não podem interagir uns com os outros”.

Para a Internet das Coisas se tornar uma realidade, é necessário que um único protocolo de camada de aplicação universal (“linguagem”) para que dispositivos e aplicações conversem uns com os outros, independentemente de como eles estão fisicamente conectados. Em vez de criar mais um protocolo a partir do zero (como muitos projetos da Internet das Coisas têm feito), porque não reutilizar algo que já é amplamente adotado para a construção de aplicativos escaláveis e interativos, como a própria Web? Isto é o que a Web das Coisas almeja: a reutilização de protocolos e padrões da web, que já são amplamente adotados e compreendidos, com o objetivo de tornar os dados e serviços oferecidos por objetos mais acessíveis a um maior número de desenvolvedores.

Como cada vez mais objetos serão digitalmente aumentados, o próximo passo lógico seria utilizar o ecossistema e a infraestrutura da web para construir aplicações para o IoT, quebrando efetivamente a prática corriqueira de “um dispositivo, um protocolo, um aplicativo”. Seria interessante trazer para um mesmo terreno cada um desses dispositivos minúsculos exatamente a mesma tecnologia que ajudou sites da Web moderna, como o Facebook ou o Google escalar para milhões de usuários simultâneos, sem comprometer a segurança ou desempenho. A ideia de maximizar ferramentas e técnicas existentes e emergentes utilizadas na Web e aplicá-los para o desenvolvimento de cenários da Internet das coisas é o que pode ser chamado de Web of Things.

Ao invés de reinventar completamente novos padrões, a Web das Coisas reutiliza padrões da Web existentes e bem conhecidos na programação Web (por exemplo, REST, HTTP, JSON), Web semântica (como JSON-LD , Microdados, etc.), a web em tempo real (Websockets) e a web social (redes sociais).

Ficou interessado em conhecer mais a respeito do universo da Web das Coisas?

Participe então da Web.br 2016, inscrições aqui.

*Esta postagem contém informações extraídas do portal WebOfThings.Org (http://webofthings.org/2016/01/23/wot-vs-iot-12/)

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