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Tessel 2, a plaquinha campeã da Web das Coisas

26 de setembro de 2016

Na #Webbr2016 você terá a oportunidade de conhecer mais sobre a Tessel 2, uma nova placa de prototipagem eletrônica programável em JS e Rust que promete facilitar muito o desenvolvimento de soluções para o mundo da Web das Coisas. Com suporte ao NodeJS e wifi embutido, a Tessel é o caminho mais fácil para desenvolvedores web se aventurarem pelo mundo da computação física.

Quem comandará esse workshop é o Andre Alves Garzia, educador e desenvolvedor nas áreas de web e internet das coisas. Voluntário da Mozilla e apaixonado pelo mundo mobile, publicou diversos livros sobre Firefox OS e fez da educação seu trabalho por meio de suas iniciativas de letramento web e empoderamento através da experimentação tecnológica. Recentemente fundou a Amora Labs, uma empresa focada em oferecer uma educação fora da caixinha para quem quer aprender mais sobre IoT e Web. Confira a entrevista que fizemos com ele sobre as oportunidades educacionais viabilizadas por placas de prototipagem como a Tessel 2.

1) O que é a Tessel 2? E como ela pode facilitar o desenvolvimento de soluções para o mundo da Web das Coisas?

A Tessel 2 é uma plataforma para desenvolvimento e prototipagem de soluções para IoT. É um conjunto de hardware e de software (ambos livres) que permite que as pessoas experimentem com a tecnologia de forma fácil e com menos barreiras que outras alternativas.

Ela pode ser programada com JS ou Rust, duas linguagens com grande apelo e difusão no momento. Como se trata de um projeto totalmente livre, a Tessel possui uma comunidade super engajada e vibrante. Pessoas com backgrounds diferentes e com uma certa experiência com computação física se juntam nessa comunidade para aprender novas habilidades digitais e prototipar o futuro.

Pessoalmente, acredito que a grande atração da Tessel é entregar um ecossistema que é ao mesmo tempo aberto e coeso. É muito simples começar a desenvolver, principalmente para quem já tem alguma experiência com NodeJS ou JS em geral. Ao diminuir a fricção entre você tirar o produto da embalagem e ter algo funcionando, a comunidade consegue oferecer uma solução que atende todos os públicos, tanto os mais profissionais, quanto os ‘hobbystas’.

Acho a plaquinha particularmente atraente para bolar soluções para a Web das Coisas, pois já vem com wifi e uma gama de bibliotecas prontas para sensores comuns e tarefas na Internet. Seu poder de processamento e funcionalidades são equivalentes a um pequeno computador e sua simplicidade de desenvolvimento é tal qual a um Arduino.

2) Que dicas você daria para quem está começando a aprender JS, Rust e a se aventurar no mundo da computação física?

A principal dica é participar da comunidade. Você não está sozinho e tem muita gente pronta para te ajudar e precisando da sua ajuda também. A troca de experiências em comunidade e a gratificação instantânea de ver alguma traquitana que você construiu de fato funcionando são aspectos fundamentais da experiência da computação física.

Participe dos forums, leia os tutoriais e livros, faça cursos online, produza seu próprio conteúdo e compartilhe também. A Web é o maior repositório de conhecimento da humanidade, aproveite esse repositório e adicione mais coisas nele também.

3) Quais são as oportunidades educacionais viabilizadas por essas tecnologias?

As vezes, aprender programação é algo muito etéreo. Um programa é como um encantamento, um feitiço que existe somente dentro da cabeça de quem programou e suspenso em impulsos elétricos dentro da CPU que o executa. Essa abstração e falta de fisicalidade torna o mundo do desenvolvimento mais difícil de ser compreendido.

A computação física, a robótica, a Web das Coisas, trazem as práticas de programação e habilidades relacionadas de volta para o mundo palpável. Seu processo de aprendizado de lógica, algoritmos, desenvolvimento passam a ter consequências no mundo real que podem ser observadas por todos. Por exemplo, você pode aprender sobre movimentação de uma entidade em um labirinto utilizando algoritmos em uma tela de computador ou construir um robô que utiliza as mesmas técnicas para andar pela sua casa. O robô é muito mais divertido.

Acho que a principal oportunidade educacional apresentada por essas novas tecnologias é devolver para as pessoas aquela sensação de deslumbramento e diversão. De ver as pessoas sorrindo quando um braço mecânico consegue pegar uma xicara de café sem derrubar, de criar protótipos que ajudam as pessoas no dia a dia. É muito mais divertido e fácil aprender sobre tecnologia quando ela está se movendo na nossa frente.

4) Como você acha que a Web das Coisas pode influenciar o futuro da educação?

A educação formal, principalmente no ensino médio (ainda chama ensino médio?), anda muito sem graça. Falta aquela fagulha de cientista maluco que faz as pessoas se perguntarem “mas como isso funciona?”. A Web das Coisas que é uma ponte entre o mundo digital e o mundo físico permite que as pessoas unam esses dois aspectos das suas vidas em um processo de aprendizado único.

Mesmo na nossa realidade super conectada ainda temos uma separação entre a Internet e o mundo real. A Web das Coisas faz com que essas barreiras caiam e tanto a informação quanto as ações possam causar efeitos de um mundo para o outro. Por exemplo, quando um fenômeno inesperado como uma cheia de rio é detectado por sensores e placas de IoT avisando a população local via SMS, Whatsapp, Facebook, etc sobre essa emergência.

A Web é nosso mecanismo para vencer o tempo e o espaço, onde podemos colocar e preservar a informação e nos conectar uns aos outros independente de distâncias geográficas. E o mais importante é que essa grande rede não é controlada por uma única empresa ou está sob o poder de um estado, a Web é feita por todos nós que nela habitamos. Ao trazermos esses novos dispositivos para essa rede baseada em padrões e protocolos abertos estamos garantindo que nossas futuras soluções não se tornem reféns de uma grande empresa ou do interesse de algum estado.

A garantia das liberdades da Web está intrinsecamente ligada a neutralidade da rede e a interoperabilidade de dispositivos. A educação do futuro deve preparar as pessoas para lidar com um mundo hiperconectado e planejar essas pontes entre o mundo digital e o físico. A Web das Coisas é em última análise esse conjunto de efeitos que passam da Web para o mundo físico e vice-versa. Cada vez mais, as soluções para os problemas que enfrentamos virão dessas pontes e efeitos entre esses dois aspectos das nossas vidas, o digital e o físico, se prepararmos as gerações futuras para lidar com a Web das Coisas, sabe-se lá quais maravilhas eles irão construir.

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